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MPF monitora falta de médicos pediatras em hospital de Cuiabá

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A situação do Hospital Júlio Müller, que há vários anos encontra-se com falta de equipes e profissionais suficientes, levou o Ministério Público Federal (MPF) a instaurar procedimento administrativo de acompanhamento de políticas públicas, com a finalidade de acompanhar a adoção de medidas para sanear o déficit de profissionais especializados em cirurgia pediátrica na unidade hospitalar.

A gestão do hospital é feita pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Contudo, desde 2018  a falta de equipes médicas em diversos setores é uma realidade dentro do Hospital Júlio Müller.

Em outubro de 2018 o jornal A Gazeta divulgou detalhes de um relatório produzido pelo Ministério Público Federal que apontava a falta de profissionais médicos em 11 setores do hospital gerando um verdadeiro caos, com risco de fechamento ou de paralisação de serviços e redução de atendimento.

Naquela época, o pronto-atendimento pediátrico, estava suspenso há mais de um mês por falta de médicos e enfermeiros. A situação, causada por licenças e aposentadorias, naquela ocasião já era conhecida pelas entidades de classe, que atribuíam o problema à falta de planejamento a administração, realizada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

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Del lá para cá, o problema envolvendo a falta de equipes médicas destinadas ao setor pediátrico continua.  “Resolve instaurar Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas, com a finalidade de acompanhar a adoção de medidas para sanear o déficit de profissionais especializados em cirurgia pediátrica no Hospital Universitário Júlio Müller, sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)”,  diz a portaria assinada pela procuradora da República, Ludmila Bortoleto Monteiro e publicada no no dia 11 deste mês.

No documento, a representante do MPF informa que anteriormente também instaurado um inquérito civil que depois perdeu o caráter investigativo porque foi arquivado. Com isso, houve necessidade de instaurar o procedimento para acompanhar a situação, “considerando que são de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou por meio de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado, conforme estabelece o artigo 197 da Carta Magna”.

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Lobista acusa doleira de traição amorosa; veja prints

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Apontados pela Polícia Federal de serem membros do primeiro escalão da Organização Criminosa (Orcrim) que traficava cocaína entre Brasil e Europa, o lobista Rowles Magalhães e a doleira Nelma Kodama, investigados na Operação Descobrimento da Polícia Federal (PF) mantinham um relacionamento amoroso que ruiu com o tempo após o doleiro a acusar de traição.

No período de apenas 5 meses, entre junho e novembro de 2020, as mensagens demonstrando afeto trocadas entre o lobista e a doleira em meio às negociações deram lugar a uma série de acusações e ataques entre os agora ex-companheiros, como revelam mensagens anexados no inquérito da PF, ao qual o  teve acesso.

Durante as tratativas entre eles, era comum um se referir ao outro por “amor” e “vida”. No diálogo a seguir, do dia 07 de junho de 2020, Kodama e Rowles se comunicavam, via WhatsApp, sobre a logística de um transporte de drogas.

Nesse episódio, Nelma se dirige para uma outra casa (onde ela ficaria custodiada) localizada perto de sua residência e diz para Rowles: “Oi amor Acabei de chegar aqui na casa. E (é) bem perto de casa tá”. Na sequência, ela posta fotos do local e fala: “Amor só nós dois!! Cada coisa que já vivemos e estamos fazendo”.

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Kodama estava sob custódia, ou seja, presa, como garantia que o transporte dos entorpecentes negociados anteriormente seria feito conforme o combinado.  Segundo a PF, essa era uma prática comum a fim de assegurar a entrega das drogas.

Em menos de seis meses, a cumplicidade entre Rowles e Kodama ruiu e as mensagens carinhosas foram substituídas por acusações de uma suposta traição.

O desentendimento entre a dupla teve início após Rowles acusar Nelma de ter o traído quando ela negociou o envio de uma remessa de carga de drogas com André Luiz Santiago Eleutério, conhecido como Careca ou Negão, também citado no documento da PF como membro da Orcrim.

No dia 26 de novembro de 2020, Rowles conversou via ligação de voz com Nelma e acusando ela de “ter fudido com tudo”. Ela então o questiona: “Eu te roubei?”. “Se você combinou com o Careca e deu dinheiro para ele que caberia a mim, cê tomou de mim. Cê tomou de mim”, responde Rowles.

A partir desse episódio, a real intenção de Rowles era se desvencilhar do grupo criminoso e minar sua companheira Nelma, concluiu a Polícia Federal após a análise de diálogos entre Rowles e seu sócio, Ricardo Agostinho.

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Rowles continua: “Quem fudeu foi você! Quem falou merda foi você! Quem tem que aguentar a pica é você e não eu. Ok? Quem, vamo começar, quem começou fudendo e roubando quem e que me pediu desculpa foi você. Você que me fudeu com o CARECA, aí depois quando você tomou no cu e você ficou nervosa, você surtou, não, cê surtou, falou bosta…”.

Segundo a PF, Rowles demonstrou a intenção de se desvencilhar do grupo criminoso e começou a minar Nelma. As ligações entre ele e Nelma foram repassadas para o seu sócio Ricardo Agostinho. Rowles planejava aplicar um golpe milionário na agora ex-companheira nas tratativas de transporte de drogas recebendo o dinheiro e não executando as viagens.

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Com informações: Gazeta Digital

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