CUIABÁ

CIDADES

Moradores estão ‘ilhados’ há 3 anos em MT

Publicados

CIDADES

Moradores de municípios do médio-norte de Mato Grosso estão ilhados, sem transporte intermunicipal para Cuiabá e outras cidades adjacentes. Relatam que se submetem a caronas de terceiros, ambulâncias e vans dos municípios e chegam a pagar valores abusivos em veículos particulares quando precisam resolver questões bancárias e de saúde em outras cidades.

Em Nortelândia (253 km a médio-norte) os moradores alegam que, além da falta de infraestrutura na cidade, ainda têm que lidar com a falta de transporte. O município possui apenas uma agência do banco Sicred e postos de atendimento do Banco do Brasil e Bradesco. Na necessidade de serviços de agências da Caixa Econômica Federal (CEF), os moradores precisam se deslocar 45 km, até Arenápolis ou 100 km até Tangará da Serra. Mas o problema é justamente o deslocamento, pois não existem mais ônibus intermunicipais que façam essas linhas, desativadas desde 2019 quando a TUT Transportes parou de operar no trecho.

Desde essa época, moradores têm feito o que podem para driblar o problema, mas a situação tem gerado despesas não condizentes aos bolsos dos trabalhadores, que reclamam de valores absurdos em comparação com os preços praticados pelas empresas de transporte. Mesmo quando o usuário opta pelos serviços de mototáxi, paga valores acima caso houvesse o ônibus, por serem trechos curtos.

Leia Também:  Nova avenida levará nome de radialista em Cuiabá

Conforme o prefeito de Diamantino (208 Km a Médio-Norte), Manoel Loureiro Neto, realmente há reclamações de parte da população que necessita de transporte para deslocamento de municípios do entorno para Diamantino, que é cidade pólo, onde buscam serviços de banco e outros. Ressalta que são moradores de Arenápolis, Nortelândia e outras cidades, que geralmente deslocam até lá. Conta que existem as empresas de transporte, mas nem sempre há número suficiente de passageiros e, talvez, por esse motivo, elas deixem de circular diariamente na região. Cita o transporte como deficitário no trecho, mas em Diamantino há demanda suficiente para atender a população.

Segundo os moradores, seria a falta de demanda (poucos passageiros) e a pequena distância entre os municípios os principais entraves para a empresa, que deveria fazer os percursos, deixar de operar nas linhas da região.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CIDADES

Lobista acusa doleira de traição amorosa; veja prints

Publicados

em

Apontados pela Polícia Federal de serem membros do primeiro escalão da Organização Criminosa (Orcrim) que traficava cocaína entre Brasil e Europa, o lobista Rowles Magalhães e a doleira Nelma Kodama, investigados na Operação Descobrimento da Polícia Federal (PF) mantinham um relacionamento amoroso que ruiu com o tempo após o doleiro a acusar de traição.

No período de apenas 5 meses, entre junho e novembro de 2020, as mensagens demonstrando afeto trocadas entre o lobista e a doleira em meio às negociações deram lugar a uma série de acusações e ataques entre os agora ex-companheiros, como revelam mensagens anexados no inquérito da PF, ao qual o  teve acesso.

Durante as tratativas entre eles, era comum um se referir ao outro por “amor” e “vida”. No diálogo a seguir, do dia 07 de junho de 2020, Kodama e Rowles se comunicavam, via WhatsApp, sobre a logística de um transporte de drogas.

Nesse episódio, Nelma se dirige para uma outra casa (onde ela ficaria custodiada) localizada perto de sua residência e diz para Rowles: “Oi amor Acabei de chegar aqui na casa. E (é) bem perto de casa tá”. Na sequência, ela posta fotos do local e fala: “Amor só nós dois!! Cada coisa que já vivemos e estamos fazendo”.

Leia Também:  Justiça nega reintegração de seis servidores demitidos da Empaer de MT

Kodama estava sob custódia, ou seja, presa, como garantia que o transporte dos entorpecentes negociados anteriormente seria feito conforme o combinado.  Segundo a PF, essa era uma prática comum a fim de assegurar a entrega das drogas.

Em menos de seis meses, a cumplicidade entre Rowles e Kodama ruiu e as mensagens carinhosas foram substituídas por acusações de uma suposta traição.

O desentendimento entre a dupla teve início após Rowles acusar Nelma de ter o traído quando ela negociou o envio de uma remessa de carga de drogas com André Luiz Santiago Eleutério, conhecido como Careca ou Negão, também citado no documento da PF como membro da Orcrim.

No dia 26 de novembro de 2020, Rowles conversou via ligação de voz com Nelma e acusando ela de “ter fudido com tudo”. Ela então o questiona: “Eu te roubei?”. “Se você combinou com o Careca e deu dinheiro para ele que caberia a mim, cê tomou de mim. Cê tomou de mim”, responde Rowles.

A partir desse episódio, a real intenção de Rowles era se desvencilhar do grupo criminoso e minar sua companheira Nelma, concluiu a Polícia Federal após a análise de diálogos entre Rowles e seu sócio, Ricardo Agostinho.

Leia Também:  Sesp entrega Medalha Mérito da Segurança Pública nesta segunda

Rowles continua: “Quem fudeu foi você! Quem falou merda foi você! Quem tem que aguentar a pica é você e não eu. Ok? Quem, vamo começar, quem começou fudendo e roubando quem e que me pediu desculpa foi você. Você que me fudeu com o CARECA, aí depois quando você tomou no cu e você ficou nervosa, você surtou, não, cê surtou, falou bosta…”.

Segundo a PF, Rowles demonstrou a intenção de se desvencilhar do grupo criminoso e começou a minar Nelma. As ligações entre ele e Nelma foram repassadas para o seu sócio Ricardo Agostinho. Rowles planejava aplicar um golpe milionário na agora ex-companheira nas tratativas de transporte de drogas recebendo o dinheiro e não executando as viagens.

rowles-nelma2.jpg

 

Com informações: Gazeta Digital

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA