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Corpo de Bombeiros vai endurecer seletivo para eliminar ‘alunos fracos’

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O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, anunciou que a seleção para entrar na corporação será mais rigorosa e exigente com determinadas habilidades. A medida visa prevenir que casos como a morte do aluno Rodrigo Claro se não repitam durante o curso. Ele garantiu que o óbito foi uma situação isolada.

Rodrigo morreu em 15 de novembro de 2016 após passar mal em treinamento de salvamento aquático realizado na Lagoa Tevisan em Cuiabá. A instrutora do curso, tenente Izadora Ledur, foi acusada de tortura que culminou em homicídio.

Em setembro desse ano, o juiz Marcos Faleiros e os demais membros do Conselho Militar, da 11ª Vara Criminal e Justiça Militar, condenaram a oficial a um ano de prisão por maus tratos. No Tribunal, a oficial Ledur negou que tenha torturado o rapaz e que ele tinha grande dificuldade em nadar. A conduta dela, segundo depoimento, foi de incentivo para que o jovem, de 21 anos na época, melhorasse.

“Agora, como o governador já anunciou, iremos mudar um pouco a seleção, aumentar mais as exigências, retirar os fracos e melhorar o treinamento. Vamos exigir mais habilidade na área aquática, em altura, justamente para que o soldado venha mais preparado para suportar o treinamento, que é difícil, pois nos preparamos para salvar pessoas. Tem que ser uma formação forte e firme, porque a sociedade precisa da nossa resposta”, afirmou o coronel nesta terça-feira (5).

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Segundo ele, serão requeridas habilidades do aluno para que ele apenas seja aperfeiçoado no treinamento. O coronel disse que a metodologia se aplica na próxima turma de formação, mas não mencionou quando a portaria será publicada. “Nossa atividade é muito estafante. Agora, no combate a queimadas, não é fácil andar 30, 40 km sob o sol num calor intenso. É muito desgastante”, exemplificou.

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O militar assegurou que casos de maus tratos e tortura não são comuns na corporação e que o fato envolvendo Ledur e Rodrigo Claro foi algo pontual. Antes da morte de Rodrigo, outros alunos de turma anterior já tinham denunciado a conduta supostamente irregular da oficial. A corregedoria investigou e não encontrou nada de errado no comportamento dela.

O comandante afirma que assim como os bombeiros tratam a população quando são acionados, são tratados os novos soldados. Também garantiu que há acompanhamento dos instrutores para se averiguar a postura nos cursos.

“O caso da Ledur estava na Justiça Militar, houve o julgamento e a decisão do juiz. Nós do Corpo de Bombeiros prezamos pela boa convivência, pelo cuidado e segurança. Claro que existem fatos isolados. Não temos nenhum caso recorrente de problemas em nossas formações. […] Não é uma leniência, a Justiça Militar condenou por maus tratos, definiu a pena e ela segue na carreira dela. Somos isentos, respeitamos decisões judiciais”, destacou.

O caso

Rodrigo Claro morreu em 15 de novembro de 2016, 5 dias após ser internado em hospital particular de Cuiabá.

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Ele participava de treinamento de salvamento aquático na Lagoa Trevisan, curso do qual a oficial era instrutora. Conhecida por sua conduta enérgica e até agressiva, a tenente teria perseguido o soldado, sabendo da dificuldade que ele apresentava durante o treinamento.

No curso, o jovem passou mal após sofrer vários “caldos” e foi impedido pela tenente de deixar a aula, mesmo relatando o mal estar. Já sem forças para continuar, ele saiu do treinamento e foi buscar socorro médico.

Da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, ele foi encaminhado para o Hospital Jardim Cuiabá, onde faleceu.

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Estado construirá novo viaduto para destravar trânsito na Miguel Sutil

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Cuiabá terá, em breve, uma nova obra de infraestrutura para melhorar a mobilidade urbana da cidade. Trata-se de um viaduto, na avenida Miguel Sutil, na altura da alça de acesso ao bairro Jardim Leblon. A obra, que deverá ser tocada pelo Governo de Mato Grosso, é fruto de uma emenda do senador Carlos Fávaro (PSD-MT) que, em parceria com o governador Mauro Mendes (DEM), destinou R$ 9,5 milhões para a construção. No total, o parlamentar destinou R$ 25 milhões para a capital.

Os recursos para a obra já estão nos cofres de Mato Grosso, destaca Fávaro. “A avenida Miguel Sutil passou por importantes intervenções nos últimos anos, que melhoraram e muito a fluidez do tráfego. Mas isso precisa ser feito continuamente e identificamos que um dos gargalos da via se dá na região da Trincheira Jurumirim-Trabalhadores. Por isso, destinei os recursos e com a parceria do governador, a obra foi confirmada e será executada”.

Além dos quase R$ 10 milhões para esta obra, Fávaro destinou R$ 12 milhões para o custeio da saúde pública, fortemente impactada pela pandemia da Covid-19, com alta expressiva no número e internações e atendimentos à população. “Foi um recurso muito importante no sentido de ajudar a salvar vidas e dar um atendimento digno para as pessoas, acometidas desta doença que nos atingiu de forma avassaladora”, pontua o senador.

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Por fim, os outros R$ 3 milhões foram encaminhados para a pavimentação da MT-400, a antiga Estrada da Guia, que liga a região do Sucuri ao distrito cuiabano. No último sábado (16), ao lado de Mendes, Fávaro participou de um mini-estradeiro, que contou também com as presenças do deputado federal Neri Geller (PP-MT) e do deputado estadual Paulo Araújo (PP). “Esta é uma reivindicação antiga, de décadas, da população que vive naquela região e que passa por lá. Chega de lama seis meses por ano e poeira nos outros seis”, salienta Fávaro. A expectativa é que a obra comece já no ano que vem.

Mendes ressaltou a atuação de Fávaro na busca por recursos que auxiliam o Estado na realização de obras e na concretização de políticas públicas. “Fávaro tem sido um grande parceiro de Mato Grosso. Importantes recursos estão chegando, temos a parceria em dobrar estes recursos e isso multiplica as ações com o resultado chegando à população e mudando a vida das pessoas. A política só tem sentido se for assim, para melhorar a vida das pessoas”.

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