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Cirurgião britânico perde registro após gravar suas iniciais no fígado de pacientes

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Um médico-cirurgião britânico perdeu seu registro profissional após gravar suas iniciais no fígado de dois pacientes, informou na segunda-feira (10) um tribunal inglês.

Simon Bramhall já havia admitido que assinou os órgãos de dois pacientes transplantados em 2013. Na época, o caso havia sido descoberto por um colega que o denunciou.

Ele trabalhava no hospital Rainha Elizabeth de Birmingham, na Inglaterra.

Em 2017, ele foi condenado a pagar uma multa de 10 mil libras (R$ 76 mil) pela ação, mas seguiu trabalhando por mais alguns anos.

Já em 2020 ele chegou a perder a licença temporariamente, conforme reportou a emissora britânica BBC, mas a decisão desta segunda o tira de vez das salas de cirurgia.

Isso porque o caso chegou ao tribunal que revisa o trabalho de médicos (MTPS da sigla em inglês), responsável por essas decisões, e que considerou este um “ato de arrogância profissional”.

O MTPS disse ainda, em sua decisão, que ainda que a marcação não tenha provocado danos aos pacientes, que era uma “violação nojenta da dignidade e autonomia” deles.

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Quem é o promotor paraguaio que investigava PCC assassinado em lua de mel

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Um promotor que investigava o crime organizado no Paraguai foi assassinado nesta terça-feira (10) na Colômbia, onde passava a lua de mel.

A informação foi confirmada pelo presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, que condenou o crime em postagem no Twitter.

“O assassinato covarde do promotor Marcelo Pecci na Colômbia deixa toda a nação paraguaia de luto. Nós condenamos este trágico acontecimento com a maior veemência e redobramos nosso compromisso de lutar contra o crime organizado”, escreveu.

Em 2017, Pecci liderou foi a chamada operação “Zootopia”, em que foi desmontada a maior estrutura da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraguai, com apreensão de 500 quilos de cocaína.

Pecci também investigava uma chacina ocorrida no ano passado em Pedro Juan Caballero, na qual morreram quatro pessoas — incluindo a filha do governador da província de Amambay e duas estudantes brasileiras (Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos, e Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos).

A principal suspeita das autoridades é que o crime tivesse sido cometido por causa de uma disputa interna em uma quadrilha brasileira de traficantes de drogas.

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O narcotráfico na fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, é controlado por pessoas ligadas ao PCC.

Mulher grávida

Pecci morreu na ilha de Barú, localizada a cerca de 40 minutos de barco da cidade de Cartagena das Índias.

Fontes da embaixada do Paraguai na Colômbia disseram à agência EFE que foram informadas sobre o acontecimento que ainda está sob investigação e que mantêm contato com a Polícia Nacional da Colômbia, que está realizando as investigações.

O diretor da Polícia Nacional da Colômbia, general Jorge Luis Vargas, disse à imprensa que as autoridades estão tomando atitudes urgentes e confidenciais que, segundo afirmou, “ajudarão a identificar os responsáveis ​​por este lamentável acontecimento”.

A Polícia paraguaia também enviou uma delegação à Colômbia que se juntará à investigação.

Pecci, de 45 anos, era procurador especializado contra o Crime Organizado, Narcotráfico, Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo.

A imprensa local também informou que o promotor fazia parte de uma operação chamada “Ultranza”, contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Ele havia recém se casado com a jornalista paraguaia Claudia Aguilera em 30 de abril e estava em lua de mel com ela.

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Aguilera disse à imprensa paraguaia que eles foram abordados por dois homens que chegaram em um barco à praia do hotel onde estavam hospedados e que atiraram em seu marido. Ele disse que não recebeu ameaças de morte.

Na manhã de terça-feira, o casal havia anunciado no Instagram que estava esperando um filho.

A imprensa local também informou que o funcionário fazia parte de uma operação chamada “Ultranza”, contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e estava envolvido na investigação de um ataque ocorrido em janeiro durante um show no Paraguai.

Ele participou na investigação do assassinato da filha de um governador regional e no caso do ex-jogador de futebol brasileiro Ronaldinho, que foi preso ao tentar entrar no Paraguai com passaporte falso em 2020.

O presidente Mario Abdo Benítez informou que se comunicou com seu colega colombiano, Iván Duque, bem como com o governo dos EUA, e que eles ofereceram apoio para investigar o ocorrido.

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