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Advogados simulam compra de “carrões” para bandidos em MT

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Há quase um ano começaram as investigações que culminaram na Operação Mandatário, deflagrada pela Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP-MT) para o cumprimento de 51 mandados judiciais que resultaram no sequestro de diversos bens móveis e imóveis, apreensão de dinheiro em espécie e joias e bloqueio de contas bancárias no valor de até R$ 5 milhões. As ordens judiciais foram cumpridas entre a segunda e esta terça-feira (18.01).

Entre os imóveis sequestrados estão um apartamento em edifício de alto padrão e um prédio com 20 quitinetes. De acordo com a investigação conjunta realizada pela Polícia Civil e Polícia Federal em Mato Grosso, os imóveis e veículos sequestrados eram utilizados para lavar o dinheiro proveniente de atividades ilícitas praticadas por uma facção criminosa.

Os mandados expedidos pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá foram cumpridos em cidades dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e miram integrantes do núcleo contábil e financeiro da maior facção criminosa presente em Mato Grosso. Seis investigados foram presos preventivamente e um em flagrante.

Um dos alvos já foi alvo da operação da “Red Money”, que investigava grande esquema de movimentação financeira e lavagem de dinheiro. Jonas Souza Gonçalves Junior, conhecido por Batman, se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), por, entre outros crimes, roubos e furtos a agências bancárias, inclusive com uso de explosivos.

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Também estão na lista um contador, um bacharel em Direito. Também sofreram ações empresários.

O nome da operação faz menção à pessoa de confiança de um dos líderes e tesoureiro da facção, que também teve mandado cumprido durante a operação. O suspeito atuava como braço direito e era responsável pela execução das ordens do tesoureiro nas ruas, recolhimento de dinheiro, ou seja, atuava como mandatário do criminoso.

O principal alvo da operação foi preso com mais de meio milhão de reais em espécie e se passava por advogado, mesmo sem ter concluído o curso de direito. Ele era responsável por recolher semanalmente o dinheiro em bocas de fumo e de outras atividades ilícitas.

Depois era feita a contabilidade dos valores e o lucro distribuído entre os líderes da organização criminosa. De acordo com o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, um dos responsáveis pela investigação, a força-tarefa chegou também a outros alvos, entre eles um contador e empresários, que atuavam na lavagem, camuflagem e aplicação do dinheiro da organização criminosa.

O contador era responsável pela abertura de empresas utilizadas para lavar o dinheiro da facção e fornecia contas bancárias para que que os criminosos pudessem fazer movimentações rápidas, a fim de não deixar vestígios que pudessem atrair a fiscalização. As empresas eram criadas para movimentar vultosas quantias de dinheiro e logo depois, encerradas, com o intuito de burlar a investigação.

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Quando os órgãos de fiscalização detectavam as movimentações atípicas, as empresas já estavam encerradas. Outra modalidade exercida pela organização criminosa para a lavagem do dinheiro era a locação e compra e venda de veículos, que eram adquiridos em nome de terceiros, inclusive advogados.

Com a operação, foram sequestrados 15 veículos de diversos modelos. Conforme a Força-Tarefa neste período de quase um ano de investigação, foi apurado que a organização também lavava o dinheiro com a aquisição de patrimônio, entre eles imóveis, como casas e apartamento.

Entre os imóveis sequestrados estão um apartamento em um edifício de alto padrão e um prédio com 20 quitinetes. Além dos veículos, foram sequestrados sete imóveis e efetuadas 10 ordens de bloqueio de contas bancárias e de investimentos totalizando um valor estimado em cerca de R$ 10 milhões de reais.

Foram cumpridos ainda 12 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e em um escritório de contabilidade. Durante as buscas, além de documentos, foram apreendidos uma arma de fogo, joias de alto valor e mais de meio milhão de reais em espécie.

É composta em Mato Grosso pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Sistema Penitenciário e tem por objetivo realizar a atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado no estado.

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Golpista se passa por funcionário de banco e transfere R$ 52 mil de cliente

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), recuperou através de bloqueio bancário a quantia de R$ 47 mil subtraídos de uma vítima de estelionato praticado por meio eletrônico.

Na terça-feira (10.05), a vítima de 22 anos e moradora do município de Porto dos Gaúchos (663 km a médio norte de Cuiabá), registrou o boletim de ocorrência.

O comunicante informou que recebeu uma ligação de uma pessoa, a qual se identificou como sendo da Cooperativa Sicredi.

Na ligação o suspeito disse que haviam tentado acessar a conta bancária da vítima por um aparelho celular não cadastrado. Devido ao fato era necessário fazer uma atualização do cadastro de segurança.

A vítima acabou seguindo as orientações repassadas pelo golpista via telefone, e teve o acesso de sua conta bloqueada. Em seguida ela verificou que haviam realizados dois débitos de sua conta.

Uma das transferências foi no valor de R$ 49 mil, enviado para uma conta do mesmo banco. A segunda transferência no valor de R$ 3 mil, foi creditado em uma conta de outra instituição financeira.

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A vítima retornou a ligação para o número do telefone, mas não conseguiu contato. Foi quando percebeu que havia caído em um golpe de estelionato.

A DRCI foi acionada para dar apoio nas diligências, e conseguiu recuperar quase o valor total subtraído da vítima através de bloqueio bancário.

As investigações continuam visando identificar e prender o autor do crime.

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