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Conselheiro alega que foi vítima de “associação criminosa” de Taques e Janot

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antônio Joaquim, disse nesta quarta-feira (4), que foi vítima de uma associação criminosa formada entre o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. A afirmação do membro da Corte de contas, que esteve afastado do cargo por quase cinco anos após a deflagração da Operação Malebolge, foi feita em uma entrevista à rádio Capital.

Antônio Joaquim é investigado no âmbito da Operação Malebolge, que corresponde à 12ª fase da Ararath, deflagrada em setembro de 2017. A ação resultou no afastamento dele e de outros quatro conselheiros do TCE: José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Valter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida.

Eles teriam condicionado a continuidade de obras para a Copa do Mundo ao pagamento de propina de R$ 53 milhões. O inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária. Antônio Joaquim afirmou que nos próximos dias, uma decisão judicial comprovará sua inocência.

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“Foi realmente um sofrimento o que passei, com esse afastamento político, através de uma associação criminosa entre o ex-governador Pedro Taques e o ex-procurador Rodrigo Janot, duas figuras que não honraram o cargo que ocuparam. Não devo nada e fiquei quatro anos afastado. Isso é de uma violência e uma injustiça monstruosa. Meu retorno já tem um ano e nos próximos dias já deve sair uma decisão me inocentando”, afirmou.

De acordo com o conselheiro, o afastamento dele e dos seus colegas de corte foi orquestrado por Janot e Taques por uma suposta perseguição política. Ele chamou os dois de irresponsáveis e disse que seu retorno ao trabalho é uma comprovação de que não cometeu nenhuma atitude ilícita no cargo.

“Foi um abuso de autoridade tanto do Taques, como do Janot. Não estou aqui para me fazer de vítima, mas estou muito honrado do meu retorno e fazendo um trabalho que me preenche e dá orgulho. Fui afastado e quatro anos depois não existem denúncias. Foi algo essencialmente político. Os dois não tiveram a responsabilidade de agir de forma adequada, com respeito a democracia”, concluiu.

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Blairo avaliza Neri ao Senado

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O ex-ministro da Agricultura e ex-governador Mato Grosso, Blairo Maggi (PP), deu aval ao deputado Neri Geller (PP) para continuar com a sua candidatura ao Senado. Na ocasião, Maggi também garantiu que participará da campanha de Neri para ajudá-lo se eleger.

O encontro entre os dois progressistas ocorreu  nesta quarta-feira (4) em Cuiabá para discutir os próximos passos das articulações em prol de Geller para consolidar a sua pré-candidatura.

Blairo sempre foi um dos avalisadores da candidatura de Neri, e, ao reafirmar o seu apoio mesmo com a possibilidade de Geller não compor a chapa com o governador Mauro Mendes (União), fortalece sua campanha, já que o ex-governador ainda aparece em primeiro lugar nas pesquisas internas para o Senado e governo, mesmo estando aposentado da politica eleitoral.

Neri Geller tem fortalecido o seu nome na disputa ao Senado mesmo com a aproximação do governador com o presidente Jair Bolsonaro e o PL de Wellington Fagundes.

Geller possue o apoio do PSD do senador Carlos Fávaro, do MDB de Carlos Bezerra e o PSB de Max Russi. O Neri também tem conseguido apoios importantes dentro do União Brasil, partido do governador. Já tem o apoio do deputado Dilmar Dal Bosco (União) e dos irmãos Júlio e Jayme Campos, também do União Brasil.

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Com a entrada de Blairo nas articulações em prol de Neri, aumenta a pressão em cima do governador Mauro Mendes, que ainda não definiu se terá Wellington Fagundes como seu candidato ao Senado ou não.   Isso porque Maggi é o padrinho político de Mauro Mendes e seu principal conselheiro político, além de ser considerado ainda a maior liderança de Mato Grosso.

Nos bastidores, a tendência é que Mendes confirme a aliança com Fagundes, mas que abra espaço para Neri fazer campanha. No caso, o PP lançaria uma candidatura solo ao Senado sem ter a cabeça de chapa, ou seja, sem candidatura ao governo.

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