CUIABÁ

POLÍTICA MT

Senador de MT alerta que não é momento para unificar impostos

Publicados

POLÍTICA MT

Embora concorde que a carga tributária no Brasil é muito alta e somada ao excesso de burocracias resulta em gastos excessivos para todos, desde o cidadão comum, passando pelo empresariado e chegando aos governantes, o senador Wellington Fagundes (PL), acredita que esse não é o momento de promover mudanças tributárias de grande impacto em âmbito nacional.

Simpatizante da tese de unificação de impostos, o senador não acredita que as propostas nesse sentido, que tramitam no Congresso Nacional desde 2019, serão aprovadas por agora. Inclusive, Fagundes alerta que este não é o melhor momento para insistir no avanço desses projetos na Câmara dos Deputados e nem no Senado.

Para Fagundes, tais mudanças precisam ser feitas no início de governo e não na reta final, quando todos estão preocupados com a disputa eleitoral e buscando meios de viabilizar seus nomes para conquistar outro mandato eletivo. “Tudo que é reforma tributária, já em final de governo é complicado, acho que reformas profundas tem que ser feitas em início de governo e isso foi mais uma oportunidade que foi perdida”, pontuou.

A análise do senador, externada em entrevista a jornalistas durante evento do Governo do Estado para entrega de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar e infraestrutura dos 141 municípios mato-grossenses, sinaliza que dificilmente as propostas passarão no Congresso Nacional no atual momento político vivenciado no Brasil.

Leia Também:  Deputado de MT questiona cálculo para devolver R$ 9,4 mi em condenação

“Claro que a gente precisa avançar porque hoje no Brasil além da carga tributária ser muito alta nós temos um volume de impostos, a burocracia que pesa muito. Só não acredito que a gente vai ter muitos avanços. Mas eu pessoalmente entendo que simplificar facilita a vida do contribuinte e também facilita mais pros governos porque vai ter mais eficiência”, comentou.

Ele avalia que tais mudanças vão promover eficiência na máquina pública e melhorar a arrecadação, pois dificultará a sonegação. “Eu, inclusive, defendo não só a unificação do ICMS porque a guerra fiscal hoje prejudica muito o país. É um caminho, mas além disso também, eu por exemplo, defendo até imposto único, porque está provado que esse sistema de arrecadação é muito eficiente, praticamente acho que elimina a sonegação porque hoje todo mundo depende de trabalhar com a moeda virtual. Dificilmente você está com dinheiro na mão, então a movimentação financeira, a arrecadação através da movimentação financeira é muito eficiente e quando todos pagam é possível diminuir a carga tributária. Infelizmente hoje no Brasil hoje a sonegação é muito grande e quem sonega são principalmente os grandes”.

POUCOS AVANÇOS

O tema reforma tributária vem sendo discutido desde 2019, no primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro, mas na prática, pouca coisa avançou. Somente no Congresso Nacional existem três propostas em discussão, duas de 2019 e uma de 2020:  a PEC 110, de iniciativa do Senado Federal, a PEC 45, da Câmara dos Deputados e o Projeto de Lei 3.887/2020 enviado pelo Governo Federal em julho do ano passado.

Leia Também:  MP pede quebra de sigilo bancários de servidores e empresas envolvidas em esquema de R$ 143,6 mi

Pela experiência de Wellington Fagundes, que acumula seis mandatos como deputado federal e caminha para concluir oito anos exercendo a função de senador, o momento de implementar essas mudanças já ficou para trás. “Fazer reforma profunda em início de governo é o melhor caminho. Infelizmente já estamos no final de governo, todo mundo já está pensando nas eleições do ano que vem”, diz.

Conforme o senador, tudo que é votado exerce uma certa pressão de um ou de outro lado. Isso segundo ele, dificulta a aprovação nesse momento, pois o Brasil é muito extenso e as diferenças regionais são muito grandes. “Mas essa proposta está lá caminhando como outras tantas. Quero que a gente possa avançar pelo menos este ano em algo que possa diminuir não só a carga tributária, mas também o número de impostos que é muito grande no Brasil”, finalizou o senador.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

Barra do Bugres passa contar com novo juiz eleitoral

Publicados

em

O juiz Sílvio Mendonça Ribeiro Filho foi designado a assumir a titularidade da 13ª Zona Eleitoral (ZE), com sede em Barra do Bugres (150 km de Cuiabá). A escolha foi feita durante a Sessão Plenária de quarta-feira (20.10), realizada por videoconferência, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Ele assumirá a vaga no dia 08 de novembro.

A 13ª ZE possui 28.104 eleitores, 28 locais de votação e 119 seções eleitorais, pertencentes aos municípios de Barra do Bugres, Denise e Porto Estrela. Sílvio Mendonça Ribeiro Filho assumirá a vaga ocupada pelo juiz eleitoral Arom Olímpio Pereira, que encerrará o biênio no dia 07 de novembro de 2021.

O novo juiz já desempenhou a função na mesma Zona Eleitoral no biênio anterior ao atual, entre novembro de 2017 e novembro de 2019. “É com grande satisfação que recebo minha nomeação para voltar a exercer a função de juiz eleitoral da 13ª Zona Eleitoral. Neste biênio vindouro iremos trabalhar com bastante empenho para esclarecer a população da importância do voto como instrumento para aperfeiçoamento da democracia, da segurança e confiabilidade da urna eletrônica e da necessidade de se evitar a propagação de Fake News”, ressalta o novo juiz eleitoral.

Leia Também:  Temendo judicialização de medidas restritivas, deputado faz apelo por conscientização

As inscrições para concorrer à titularidade da 13ª Zona Eleitoral foram realizadas de 20 a 24 de setembro. A seleção foi regida pelo Edital nº 12- SRMJE/CP/SGP/2021, publicado no Diário Eletrônico da Justiça Eleitoral nº 3.504, de 17/09/2021.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA