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Onze dos 26 hospitais públicos de MT estão com 100% dos leitos de UTI

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A taxa de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pacientes com Covid-19 em Mato Grosso está em 85,82% e o estado tem disponível somente mais 79 leitos, conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Embora a taxa seja menor do que a registrada no início desta semana, quando passou de 91%, 11 dos 26 hospitais públicos do estado estão com 100% de ocupação:

Santa Casa de Rondonópolis

Hospital Júlio Müller, em Cuiabá,

Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde,

Hospital Regional de Cáceres

Hospital Regional de Sorriso

Hospital Regional de Peixoto de Azevedo

Hospital Regional de Água Boa

Hospital Municipal de Querência

Hospital Municipal de Juína

Hospital e Pronto Socorro Municipal Milton Pessoa Morbeck, em Tangará da Serra

Hospital e Maternidade São Lucas

A SES notificou, até a tarde desta quinta-feira (17), 436.453 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.584 óbitos em decorrência do coronavírus no estado.

Foram notificadas 2.437 novos casos de Covid-19 e 35 mortes nas últimas 24 horas. Dos 436.453 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 13.292 estão em isolamento domiciliar e 409.853 estão recuperados.

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Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 478 internações em UTIs públicas e 353 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 85,82% para UTIs adulto e em 39% para enfermarias adulto.

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Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (90.721), Rondonópolis (31.652), Várzea Grande (29.540), Sinop (21.200), Sorriso (15.151), Tangará da Serra (14.968), Lucas do Rio Verde (13.375), Primavera do Leste (11.119), Cáceres (9.458) e Alta Floresta (8.324).

Um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 682 amostras em análise laboratorial.

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Para OMS, Covid-19 continua a ser emergência de saúde pública internacional

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no domingo (17) o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), instaurado em fevereiro de 2020. A decisão vai na contramão do que disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na última semana. No dia 13 de abril, a OMS determinou que a pandemia de Covid-19 continua a ser uma “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”. Na prática, isso significa que a doença continua a ser uma pandemia.

A decisão, do diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus, seguiu o parecer do comitê de emergências da entidade. O comitê reconheceu que o Sars-CoV-2, causador da Covid, continua a ter uma evolução “imprevisível, agravada pela sua ampla circulação e intensa transmissão em humanos” e em outras espécies.

Nesse contexto, os especialistas consideraram com preocupação o fato de que alguns países-membros relaxaram medidas de comportamento e saúde pública para diminuir a transmissão do vírus.

Além disso, considerou o comitê, o vírus continua a causar altos níveis de morbidade e mortalidade, particularmente entre populações vulneráveis.

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Diretrizes da OMS

A OMS também emitiu uma nova recomendação temporária para países-membros – de fortalecer a resposta à pandemia de Covid-19, “atualizando os planos nacionais de preparação e resposta de acordo com as prioridades e cenários potenciais descritos no Plano Estratégico de Preparação e Resposta da OMS para 2022”.

Outras diretrizes anteriores foram atualizadas, conforme a orientação do comitê. O órgão reforçou, por exemplo, o impacto negativo que os requisitos de vacinação de cada país pode ter sobre a entrada de viajantes internacionais em seus territórios. A OMS já havia se manifestado contra a comprovação de vacinação em viagens internacionais.

Já a meta de vacinar 70% das populações de todos os países do mundo até julho deste ano foi mantida. Até agora, 64 países já cumpriram a meta, segundo o monitoramento “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford; o Brasil está entre eles. Por outro lado, um levantamento divulgado na última semana pela própria OMS apontou que 21 países não vacinaram nem sequer 10% de suas populações.

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Entenda o que é a Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional

O estado de “Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional”, também chamado Espin, é considerado o nível máximo de risco da doença no Brasil.

Ele entrou em vigor em fevereiro de 2020, poucos dias depois de a OMS declarar emergência internacional de saúde pública.

A norma permitiu que o governo federal e os governos estaduais e municipais tomassem uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e a autorização emergencial para vacinas.

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